A fotografia sempre fez parte da minha vida. 
Era como comer, respirar, andar.

Meu pai foi o meu maior inspirador.
Ele tinha a fotografia como a sua grande paixão. Quando eu tinha seis anos, ele morreu. 
A ideia de nunca mais vê-lo me aterrorizava. 
Sempre me perguntei, o que ficou? 

Com o tempo, fui me encontrando com ele a cada foto que tirava.
Essa foi a maneira com a qual me conectei com ele ao longo da minha vida. 
Sinto que, a cada foto que tiro, sigo seu olhar. Inconsciente, mas presente. 
Sei que ele está aqui.
A fotografia é poderosa por capturar um instante.
Esse instante jamais será o mesmo, jamais voltará.
Assim como a vida.